Jeovair Tomaz

Naturopata e Terapeuta Holístico
Fisiologia da digestão

Quando observamos estes 12 passos para uma boa digestão, promovemos saúde. Afinal, nossa saúde depende da nossa digestão. Somos o resultado da nossa digestão, é do que comemos que nutrimos nossas células.

Ao permitir que a refeição fermente provocamos gases no estômago, desconforto abdominal e estresse mental. O álcool provocado pela fermentação provoca muitas doenças que podem até levar a óbito depois de anos intoxicando o organismo.

A Disbiose acontece quando ingerimos alimentos puramente cozidos, muito glúten e refinados, então vai iniciando um processo de enfermidades, pois com a microbiota intestinal comprometida é impossível sermos saudáveis.

Podemos comer o melhor dos alimentos, mas se não seguirmos estes passos importantes para uma completa digestão, não teremos a nutrição que precisamos. O álcool da fermentação provoca muitas doenças tipo: pressão alta, cirrose hepática, problemas cardíacos, câncer e muitas outras enfermidades que tem a ver com a fermentação dos alimentos.

Nós somos o resultado da nossa digestão afinal toda doença tem a ver com as toxinas formadas pelas fermentações e intestino preso. Os genes são alterados lá no DNA por causa das fermentações alimentares. Quando danificamos a microbiota intestinal com produtos alimentícios quimicamente modificados, com a falta de alimentos saudáveis ou a maneira errada de nos alimentar, nossos genes são alterados e desencadeiam vários tipos de doença.

1) Dar intervalo entre as refeições: Comer somente quando estiver completada a digestão da refeição anterior. Devemos dar um intervalo de mais ou menos 5 horas entre uma e outra refeição, dependendo da quantidade e do tipo de alimentos que ingerimos.

Ao ingerirmos alimentos antes de completar a digestão que estava em processo, provocamos fermentação, prejudicando o alimento que ainda estava no estômago pronto para sair. Quando ingerimos novo alimento, inicia-se produção de suco gástrico para digerir a nova comida que está entrando.

Então a válvula piloro se fecha e o alimento que estava alcalino saindo para o duodeno é retido no estômago antes de terminar a digestão que estava em processo e este é um dos casos das fermentações, pois aquele alimento que estava já alcalino pronto para sair para o duodeno, é interrompido pelo processo de nova produção de suco gástrico.

O duodeno é um ambiente alcalino e o estômago um ambiente muito ácido (PH 2) no momento da digestão. Esta interrupção na digestão provoca fermentação pelo tempo a mais que aquele alimento que já estava digerido agora vai ter que ficar no estômago, então a formação de toxinas é inevitável, e começa um processo de sangue acidificado pela fermentação e aparecem dores de cabeça, cansaço, estresse, gases, abdômen distendido, intestino preso, dores nas articulações, e uma série de doenças pode se desencadear, inclusive a degeneração dos genes que ficam alterados por causa das fermentações.

2) Capacidade de Digestão: Comer somente a quantidade que o estômago tenha capacidade para digerir. Quando ingerimos em excesso, o estômago fica travado pelo excesso de alimento e demora a digestão mais do que o tempo devido. Para evitar a produção de ácido no tubo digestivo, devemos comer apenas a quantidade suportável pelo estômago. O comer em demasia numa mesma refeição leva à ruptura da válvula cárdia, esofagite, hérnia de hiato, refluxos, azia, tosses por causa do refluxo, estenose esofágica, etc.

3) Mastigação: Mastigar bem os alimentos, para que haja boa digestão e aproveitamento dos nutrientes dos alimentos. Afinal nossa nutrição vem do alimento que comemos e do modo como comemos. Quando fermentamos o alimento, não nutrimos o organismo.

A mastigação é importante para comer apenas a quantidade desejada pelo organismo. Mastigar 33 vezes cada bocado de alimento, isto ajuda a comer apenas a quantidade adequada para o estômago. Quando mastigamos devagar muda o sabor na boca.

Conforme a massagem feita na boca com a mastigação, as papilas de gustativas recebem o sinal do hipotálamo que já comemos o suficiente, então o alimento muda de sabor na boca e já não é atrativo continuar comendo. Mas isto só acontece quando mastigamos 33 vezes cada bocado de alimento.

4) Não beber liquido frio na refeição: eliminar o hábito de beber líquido junto com a refeição, pois retarda o processo digestivo e as fermentações são inevitáveis.

Para a digestão o estômago precisa de certa temperatura, e os alimentos ou sucos gelados esfriam o estômago e retardando a digestão até aquecer novamente o estômago. Todo o líquido é absorvido primeiro no estômago para depois iniciar a digestão. Por isso evitar o muito líquido na hora da refeição.

5) Escolha dos alimentos: os alimentos devem combinar entre si. A má combinação é causa de fermentação. Quando a pessoa tem hábitos alimentares saudáveis, fazendo uso mínimo de alimentos que desativam e matam a vida (açúcar, doces, refinados e processados), fazendo uso massivo (maior que 50%) de alimentos crus e vivos, além de hábitos desintoxicantes etc., seu organismo está muito mais preparado (com saldo energético e nutricional positivos) para muitas das combinações alimentares. Confira mais informações sobre a combinação de alimentos aqui no blog.
6) Comer com tranqüilidade e gratidão: é importante gerenciar as emoções na hora de comer. O coração agradecido na hora da refeição faz o organismo funcionar harmoniosamente. O fato de você ter o que comer é um motivo para agradecer.

7) Evitar a grande variedade de alimentos numa mesma refeição: quando temos grande variedade na refeição, incita o comer muito, pois queremos experimentar de tudo. Quanto menos variedade de alimentos na refeição, mais saúde. A multi mistura de carboidratos é um estopim explosivo, e a fermentação é o resultado e as toxinas são formadas na fermentação.

8) A importâncias das enzimas digestivas: Ingerir saladas cruas antes do alimento cozido, e frutas cruas antes de comer pão, para evitar leucocitose. As verduras e as frutas cruas contêm enzimas digestivas e promovem boa digestão.

Quando ingerimos alimento puramente cozido, ficamos sem enzimas digestivas e o organismo vai tirando as enzimas das reservas guardadas para vivermos 120 ou 140 anos com saúde, e vão se acabando as enzimas. Depois dos 40 anos começam os sérios problemas digestivos.

É muitíssimo importante ingerir frutas ou verduras cruas antes de ingerir o alimento cozido. Isto garante uma boa digestão e bom aproveitamento dos nutrientes que os alimentos nos oferecem.

9) Cuidados após nos alimentar: Não deitar, não fazer força, nem se abaixar após a refeição, para evitar que o suco gástrico vá para a válvula cárdia e esôfago. O refluxo e muitos problemas de saúde, causados pela subida do ácido clorídrico ao esôfago, provocando estragos, poderiam ser evitados observando esses passos.

10) A importância da sesta: Descansar após o almoço, mas não dormir mais que 30 ou 40 minutos depois que acabamos de comer. Uma sesta ao meio dia rejuvenesce, mas deveria ser antes da refeição, caso queria fazer após a refeição, deve ser no máximo 40 minutos. Quando dormimos, o nosso estômago fica relaxado e retarda o processo da digestão e começa o processo de fermentação, por isso a importância de não dormir mais que 40 minutos após o almoço.

 

11) Evitar o excesso de carboidratos na refeição: comer carboidrato em excesso provoca doenças e obesidade. O carboidrato vira gordura quando a energia não foi queimada. O fígado fica gorduroso com o excesso de carboidrato.

 

12) Caminhar após a refeição faz muito bem: Fazer uma leve caminhada após a refeição, ou após a sesta é uma maravilha para o organismo e para a digestão.

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